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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Socialismo e Karl Marx

Karl Marx
Marx foi um filósofo, economista, sociólogo e historiador. Ele foi um ''materialista'' histórico. Achava que as condições materiais de vida numa sociedade que determinavam nossos pensamentos e nossa consciência. Para ele tais condições, materiais eram decisivas também para a evolução da história.
As relações materiais, econômicas e sócias numa sociedade são chamadas por Karl Marx de bases dessa sociedade. O modo de pensar de uma sociedade, suas instituições políticas, suas leis e também sua religião, moral, arte, filosofia e ciência são por ele chamados de ''superestrutura''.
Antes de se tornar comunista, o jovem Marx interessava-se pelo que realmente acontece com o homem quando ele trabalha. Hegel também analisou este aspecto e constatou uma relação de troca mútua, uma relação ''dialética'' entre o homem e a natureza. O jovem Marx chegou à mesma conclusão : quando o homem altera a natureza, ele mesmo também se altera, ou seja, quando o homem trabalha, ele interfere na natureza e deixa suas marcas, mas nesse processo de trabalho, também a natureza interfere no homem e deixa marcas em sua consciência.
Marx dizia que o modo como trabalhamos marca a nossa consciência, mas a nossa consciência também marca o modo como trabalhamos. Podemos dizer que existe uma interação entre ''mão'' e ''cabeça''. Desta forma, o conhecimento do homem está intimamente relacionado ao seu trabalho.
No sistema capitalista, o trabalhador trabalha pra outra pessoa. Dessa forma, seu trabalho é algo externo a ele mesmo; em outras palavras, seu trabalho não lhe pertence. O trabalhador se aliena em relação a si mesmo. Ele perde sua dignidade humana. Usando uma expressão hegeliana, Marx fala de alienação.
Marx fez dura crítica ao capitalismo europeu, devido as condições sociais vigentes na Europa por volta de 1850. Na grande maioria dos casos, os trabalhadores cumpriam uma jornada de trabalho de catorze horas dentro das fábricas geladas. E o que ganhavam era tão pouco, que até crianças e mulheres grávidas tinham de trabalhar. Tudo isto levou a condições sociais indiscerníveis. Muitas vezes, parte do salário era paga em forma de aguardente barata e muitas mulheres tinham de se prostituir. Seus clientes eram respeitáveis cidadãos da cidade. Em poucas palavras: o trabalhado, que deveria ser simbolo de dignidade humana, transformara o trabalhador num verdadeiro animal.
E em oposto aos trabalhadores do proletariado, os filhos dos burgueses podiam tocar violinos em salões amplos, aquecidos, depois de terem tomado um banho reconfortante. Ou então podiam sentar-se ao piano, antes de saborear um delicioso almoço com quatro pratos principais. Muitas vezes eles também tocavam violino ou piano à tarde, depois de um passeio a cavalo.
Em 1848, ele publicou junto com Friedrich Engels o famoso '' Manifesto Comunista''. A primeira frase do manifesto é a seguinte: '' Um fantasma ronda a Europa: o fantasma do comunismo'' – ''Os comunistas não se importam de revelar suas ideias e intenções. Eles declaram abertamente que seus objetivos só podem ser alcançados por meio de uma violenta revolução de toda a ordem social existente. Que as classes dominantes tremam diante da revolução comunistas. Os proletários não têm nada a perder além de seus grilhões. Eles têm um mundo a ganhar! Proletários de todo o mundo, uni-vos!''
Antes da fase de transição ao comunismo, se passaria por uma ''ditadura do proletariado'', cujo, subjugaria à força a burguesia. Após a ''ditadura do proletariado'', surgiria uma sociedade sem classe, o comunismo. Em tal sociedade, cada um trabalharia ''a todos'', isto é, ao povo. Em tal sociedade cada um trabalharia de acordo com sua capacidade e ganharia de acordo com suas necessidades.
O Marxismo provocou grandes transformações. Não há dúvidas de que o Socialismo, que se baseia em Marx, em sua luta pela igualdade social, apesar de não ser muito sensata a ditadura do proletariado, conseguiu a muito custo chegar a uma sociedade mais humana.

domingo, 20 de junho de 2010

Semitas e Indo-Europeus

Os Indo-Europeus

São chamados de Indo-Europeus todos os países que falam as línguas indo-européias e que têm as culturas da mesma, exceto algumas línguas - O latim, o finlandês, o estoniano e o húngaro - que não fazem parte. A cultura Indo-Européia era marcada pela crença em muitos deuses ( Politeísmo). Alguns deuses tem as mesmas significancias, porém, são de culturas distintas. Os antigos indianos adoravam o deus celestial Dyaus, em grego esse deus se chama Zeus e em latim Jupiter.
Os Indo-Europeus tinham uma visão cíclica da história, "em círculos", portanto não sabendo o real começo e nen o fim da história.

Os Semitas

Os primeiros Semitas são originários da peninsula da Arábia, mas o círculo cultural Semita, também, se expandiu para extensas e diferentes partes do mundo.
As três religiões ocidentais - O Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo - têm um pano de fundo semita. Conforme o contexto Judeu a palavra semita tem origem na palavra "Sem", que era o nome de um dos filhos de noé.
Os semitas ao contrário dos Indo-Europeus, eram adeptos ao monoteísmo. Outro traço era sua visão "linear da história", ou seja, a história é vista como uma linha: No passado Deus criou o mundo e com isso começou a história da humanidade. Um dia, porém, a história vai acabar e isso vai acontecer no dia do " Juízo Final", quando Deus julgará os vivos e os mortos.
Para os Indo-Europeus o sentido mais importante era a visão, já, para os semitas a audição tinha um papel preponderante. Tanto que a fé judaíca começa com a seguinte frase: "Ouve, Israel". Outra diferença com os Indo-Europeus, é que os semitas não fazem para sí uma imagem ou escultura de Deus e de tudo que é sagrado.

Ética e Moral:

Ethos: Ética em grego designa - a morada humana. A ética em sí tem a função tornar tudo em algo melhor; materialmente sustentável, psicologicamente integrada e espiritualmente fecunda.
Mos ou mores: Moral em latim - designa os costumes e tradições. Moral está ligada a costumes e tradições específicas de cada povo, vinculada á um sistema de valores, próprio de cada cultura e de cada caminho espiritual. Por sua natureza a moral é sempre plural, existindo vários tipos de moral; Religiosa, profissional, na educação e no convivio geral.
A ética e a moral quando andam juntas visam o ser humano em suas tradições e costumes, porém, apta á mudanças por intermédio da ética. A moral representa conjuntos de atos, repetidos, tradicionais e consagrados. A ética corporififica um conjunto de atitudes que vão além desses "atos" . O "ato" é sempre concreto e fechado em si mesmo. A atitude é sempre aberta à vida com suas incontáveis possibilidades. A ética nos possibilita a coragem de abandonar elementos absoletos da várias morais.
Não devemos ser apenas moralistas e tradicionais, devemos usar junto a ética para adquerir valores que ultrapassam o patamar da tradição.